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Alimentação e Cirrose Hepática

O fígado pode ser acometido por diversas doenças crônicas, como aquela ocasionada pelas bebidas alcoólica, hepatites virais (hepatite B e C) e esteatose ("gordura no fígado"). Todas elas em sua fase mais avançada podem progredir para a chamada cirrose hepática, ou simplesmente cirrose.

A cirrose é caracterizada por alterações da estrutura normal do fígado, levando a aumento da pressão da veia que chega até ele (veia porta) e alterando o seu funcionamento. Dentre as diversas consequências dessas alterações destacam-se a ascite (água na barriga), varizes no esôfago (que podem levar a sangramento digestivo), encefalopatia hepática (quadro de alteração do sono e confusão mental) e a icterícia (olho e pele amareladas).

Após a confirmação médica do diagnóstico, o acompanhamento nutricional pode ajudar o paciente com cirrose por diversas razões. A depender das complicações que o paciente apresenta, podem ser necessárias algumas restrições, como por exemplo:

  • Restrição de sal: evitar acrescentar sal aos alimentos durante e após o preparo (máximo de 2g de sódio ao dia) e evitar alimentos que possuem muito sódio, como defumados, embutidos (salsicha, lingüiça e salame), queijos, molhos (maionese, ketchup ou mostarda) e salgadinhos de pacote;
  • Trocar o perfil de aminoácidos de cadeia aromática para ramificada (Exemplo: Trocar o leite de vaca por leite de soja).

O paciente deve seguir um cardápio equilibrado, com carboidratos integrais, vegetais, frutas e proteínas com baixo teor de gordura, sempre orientado por um profissional nutricionista. Agende sua consulta!

Autor

Dra. Flávia Arantes Moreira Ximenes

Nutrição - CRN-1 - 9.521

Capacitação em serviço no grupo de Cirurgia Bariátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Pós-graduação em Nutrição Clínica pelo GANEP.
Pós-graduação em Nutrição Esportiva pela UFG (em curso).